CRESCIJMENTO E SABEDORIA

domingo, 5 de dezembro de 2010

ABRA OS OLHOS DA ALMA - BLACK O FILME DO ANO

A vida tem momentos maravilhosos, mas assistir esse filme

quase não se iguala a nada!


Os onze prêmios dados ao filme Black são muito mais que merecidos. É uma produção com qualidade insuperável e de uma simplicidade muito difícil de se fazer. Seria injustiça dizer que Bollywood não faz bons filmes, assim como não seria correto afirmar que um filme precisa ter cenas de música para conseguir ser produzido em Bollywood. Tudo depende da vontade conjunta do diretor, produtor e atores... talvez para Black ter saído tenha sido necessária a presença de Amitabh Bachchan, o Big B, no importante papel de Mr. Debraj Sahai. Big B é o ator cuja adoração na Índia, na verdade, ainda está por ser superada talvez por Shahrukh Khan. Na Índia, sendo as pessoas mais velhas muito respeitadas, e sendo atores de Bollywood tratados como deuses, ser então um velho ator renomado é quase o mesmo que ser o Deus Supremo. E Amitabh Bachchan fez o seu melhor neste filme.

Mas Rani Mukerji também merece todas as condecorações que sua atuação pode receber. No papel de Michelle McNally (que seria então a Helen Keller neste filme), Rani consegue brilhantemente enganar a todos e faz-nos pensar que é realmente cega e surda. Sua angústia e vontade de viver atravessam a tela e atingem em cheio nossa arrogância. E ainda surpreendente, Michelle criança é interpretada pela atriz-mirim Ayesha Kapoor, afligindo-nos com seu comportamento animalesco com que Mr. Sahai se deparou ao vê-la pela primeira vez. O prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante só não teve o Coadjuvante retirado porque Rani Mukerji merecia mesmo o principal.

O filme se passa na então capital de verão britânica, Shimla. A família McNally, anglo-indiana, é cristã e muito rica. Quando Mr. Sahai é contratado para tentar educar a pequena Michelle, de imediato o pai entra em desacordo com a maneira bruta com que o tal professor trata a criança. Mas ou Michelle aprenderia com tratamento de choque, ou a família McNally seria geradora de um bizarro ser humano-animal incontrolável. Mr. Sahai é mandado embora, mas por um golpe de sorte, no mesmo dia o pai de Michelle vai viajar por 20 dias e o professor fica na casa com "consentimento" da mãe. Em 20 dias de luta, Mr. Sahai quase nada consegue fazer e sofre nocautes atrás de nocautes da menina-animal. Mas no vigésimo dia, numa sequência de cenas angustiantes, o milagre acontece e Michelle identifica a água e fala por sinais. É o início de um longo ciclo que a levará à universidade, dezoito anos depois.

Na entrevista de admissão na universidade, os professores fazem algumas perguntas a Michelle, para testar sua inteligência. A entrevista termina com a pergunta "O que é conhecimento para você?". E Michelle responde: "Conhecimento é tudo. Conhecimento é espírito, sabedoria, coragem, luz, som. Conhecimento é a Bília, Deus. Conhecimento é meu professor". Neste instante, Michelle declara publicamente seu amor por Mr. Sahai, uma relação difícil de se estabelecer. Afinal, Mr. Debraj Sahai desisitiu de sua própria vida para doá-la a Michelle. Talvez aí esteja um dos pontos importantes que fez o diretor Sanjay Leela Bhansali mudar a história real e trocar a professora por um professor, criando uma dificílima relação edipiana entre pessoas de sexos opostos. E a sensibilidade da direção reina nesse contexto, não pecando em exageros que deturpariam a profundidade da existência de Michelle.

Em outras alterações da vida real, no filme Black Michelle possui uma irmã mais nova, que tem ciúmes por nada girar em torno de si. Mas Michelle não sabe o que é ego, não sabe o que é apego; para ela, a existência de sua irmã representa um anjo em sua vida - nada mais do que isso. O cenário escolhido, a cidade de Shimla, cria um clima um tanto quanto introspectivo, tentando nos levar para dentro dos olhos que não vêem de Michelle. Shimla, no início dos Himalaias, é pequena e agradável, além de trazer consigo a neve das montanhas. Em uma cena clássica, Michelle sente a neve chegar antes mesmo de ser ela visível aos olhos de quem vê.

E mais no final da história (e é na verdade o que se mostra no começo do filme), Mr. Sahai sofre de Alzheimer e já não se lembra de mais nada. Não pode ver Michelle graduando-se e nem compartilhar com ela a felicidade de tal feito; mas ela sabe que nada no mundo é impossível. Como ela mesma diz, a única palavra que o professor não ensinou a ela foi "impossível". E eu poderia ainda acrescentar uma coisa que um amigo indiano me ensinou: em inglês, a palavra impossível (impossible), poderia ser traduzida por "I m possible", ou, eu sou possível. Black leva isso ao extremo. Em alguns momentos, é possível estabelecer uma relação entre Black e o filme alemão O Enigma de Kaspar Hauser, que conta a história real do homem que cresceu dentro de uma cela, no escuro, sem aprender a comunicar-se ou qualquer outro tipo de relação social. Ao ser liberto, Kaspar passa por um longo processo de aprendizado e desconstrução de seu também mundo quase animalesco.
Mas de novo, a ficção imita a vida real. E se a história é (quase) real, então nada nesse mundo é impossível. Se desconhecemos a dimensão do mundo porque vemos e ouvimos, então abra os olhos da alma e enxergue o universo. Black é imperdível.

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O ENTERRO DAS ILUSÕES

Todos os relacionamentos mal acabados deixam feridas, cicatrizes e causam muita dor.
Em geral colocamos um band-aid em cima do machucado e pronto.
Mesmo assim vai doer por um tempo.
Mas isso não resolve, a tal da ferida vai infecionar.
O que fazer então?
As vezes a dor é necessária.
Água, sabão, e uma boa esfregada no machucado para limpar tudo, se faz necessário.
Você passa um mertiolate e deixa aberto para cicatrizar.
Essa é a formula para tudo dar certo.
Parece simples, mas não é fácil.
Esfregar bem o machucado é limpar de forma definitiva, é enterrar as ilusões.
Às vezes o que nos resta de esperança é geralmente essas poucas ilusões, mas elas são como bactérias, que vão fazer infecionar tudo de novo e assim eu pergunto:
- E depois?
Tudo começa de novo, e mais dor você terá.
Limpe, ponha tudo para fora, faça a faxina emocional.
Grite, chore, esperneie, fique de luto.
Mas não fique nesse estado por muito tempo.
Depois disso um bom mertiolate, e deixe a ferida aberta, se abafá-la vai ser pior.
As pessoas falam muito de amor, mas nem sempre sabem o que dizem, às vezes elas estão mergulhadas em castelos de ilusões, imensos castelos, e suas atitudes sempre mostram o quanto falta de maturidade em relação aos seus próprios sentimentos.
Amor é algo profundo, exige mergulho, não é apenas molhar os pés.
Amor não é aguar o vaso de flores de plástico.
Há muito tempo atrás , recebi ao invés de flores, um pacote de sementes.
Lembre-se: sementes exigem cuidados, para passarem de pequenos grãos a belas flores.
Pensei: 
- Quanto trabalho, não!
e acabei deixando de lado.
Errei.
Percebi com o tempo, e espero que você perceba, que o amor é assim, necessita regar, não é apenas:
um eu te amo, 
faço tudo por você, 
você é minha vida.

Isso são simples palavras ao vento, todo mundo diz.
Amor é mais que isso, não tem dimensão.

Amor é um espaço de tempo reservado de forma especial em nossa vida.

Por isso enterre suas ilusões, e rume para um mundo melhor.

Se você quer algo de bom em sua vida, dê também algo de bom de si.

O PODER DE TODAS AS ESCOLHAS

Aqui começa a nossa jornada. - Trecho do Livro do Dr.Paulo Valzacchi - Novo
O PODER DE TODAS AS ESCOLHAS. - em lançamento

Abrindo o pequeno livreto, me deparei com a seguinte pergunta:
Onde e como você esta agora?
Isso me levou a uma profunda reflexão.
Todos nós sabemos onde estamos, pelo menos em relação à vida, é claro que não sabemos ao certo se estamos no começo, meio ou no final da jornada, pois a vida tem seus mistérios, e em um segundo adiante, tudo, mas tudo mesmo pode mudar.
Para muitas pessoas uma semana, um dia, um minuto, ou mesmo um segundo não faz diferença alguma, mas é justamente aí que se fundamenta uma questão muito importante, pois cada segundo de nossa vida, a cada respiração, a cada encontro ou desencontro, tudo, mas tudo é muito importante. 
Veja por exemplo, para os corredores dos 100 metros, o tempo que diferencia o primeiro colocado do segundo ou mesmo do terceiro lugar, se baseia em segundos ou até em frações de segundos, o arqueiro que atira as flechas, se caso atirar a flecha um Segundo atrasado ou um segundo adiante do tempo ideal, pode perder a pontaria, um segundo pode salvar uma vida, e também pode tirá-la, por isso o tempo bem vivido é muito importante, ele precisa ser saboreado, minuto a minuto e com muita paciência, não importa em que parte da vida você esteja, pois o tempo diante dos desígnios sagrados é relativo.

Mas a grande pergunta é:

- Como você se sente agora em relação a vida?
Insatisfeito ou recompensado?

A maioria das pessoas, se sentem extremamente insatisfeitas, isso porque não se encontraram na vida, estão apenas vivendo sem motivação, sem um propósito, sem uma finalidade, ainda não perceberam qual o seu personagem e o seu papel nesta jornada chamada vida.
Muitas pessoas chegam até mim dizendo estarem profundamente insatisfeitas, e eu geralmente digo que não há nada de errado nisso, muito pelo contrário, insatisfação é como um termômetro de que algo esta errado, e dessa forma podemos iniciar o processo de mudanças, consertar as coisas, o mais problemático nisso, é estar insatisfeito por um bom tempo, onde o problema se torna crônico, e todos nós sabemos que os problemas crônicos, ou sejam, os problemas de longas datas, são mais difíceis de serem consertados e mesmo resolvidos.

Vou lhe dar um exemplo de vida:

Jorge é um jovem com seus 25 anos de idade, chegou ao meu consultório plenamente desmotivado e inteiramente insatisfeito, a primeira pergunta que me fez foi:

- Como posso ter somente 25 anos e estar insatisfeito com a vida?

Na verdade sua insatisfação era uma grande iniciativa, rumo a realização das mudanças necessárias.

Eu então mostrei-lhe a importância de se estar insatisfeito na vida, pois esse é um momento precioso de reflexão, onde podemos avaliar para onde estamos indo e até onde chegamos, à partir dai tudo pode se tornar mais claro para realizarmos as modificações necessárias, afinal senão estivermos insatisfeitos e sim resignados com a situação, é certo que as coisas não irão mudar e tendem a piorar mais e mais.

Como Márcia, com seus 27 anos, compromissada a três anos num relacionamento falido, terminando uma faculdade sem nunca ter apreciado a sua escolha, trabalhando em uma empresa que não desperta seus potenciais e que diante de tudo isso, ficou acomodada durante alguns anos, como uma panela de pressão, que em tempo certo iria explodir.
Ela simplesmente perdeu sua direção e não foi atrás de algo extremamente importante, os seus sonhos.
A insatisfação mostra que o caminho que você esta seguindo está errado, não errado na visão do mundo, mas na sua visão íntima, no seu propósito, você precisa ouvir esse guia interior, pois ele acaba de lhe dizer que o caminho de seus sonhos não é esse.
Por isso, se você está insatisfeito, muita calma, vamos avaliar o que esta verdadeiramente acontecendo com você, e depois permitir que a sua bússola interior possa guiá-lo, para a sua real direção.
Essa foi sem dúvida alguma o primeiro questionamento que me revelou uma verdade: 
eu estava no caminho errado.

“ Insatisfação é o termômetro que aponta, que você esta indo no caminho errado em relação ao seu propósito de vida”

Dr>Paulo Valzacchi - Em breve lançamento do seu sexto livro.